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Nascido no Rio de Janeiro (RJ), compôs sua primeira canção ainda na adolescência e com 19 anos já tinha duas músicas interpretadas por Alaíde Costa, "Natureza" e "Igrejinha". Gravou seu primeiro compacto em 1963 (com "Vim de Santana" e "Fim") e no mesmo ano integrou o Sexteto Brasileiro de Bossa, como contrabaixista. Mudou-se para São Paulo, onde se apresentou em várias boates da cidade – começou a ter o trabalho reconhecido quando Elis Regina gravou o seu samba "Menino das Laranjas", em 1965. No ano seguinte, compôs com Geraldo Vandré aquele que viria a ser seu grande sucesso – "Disparada". A canção ficou nacionalmente conhecida na voz de Jair Rodrigues que, junto com o Trio Maraiá e o Trio Novo (grupo que formou ao lado de Heraldo e Airto Moreira e que mais tarde, com a chegada de Hermeto Pascoal, passaria a se chamar Quarteto Novo), dividiu o primeiro lugar com "A Banda", de Chico Buarque, no Festival da TV Record de 1966. |
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Atuou como diretor musical em várias produções do Teatro Arena durante a década de 60, entre elas a peça "Arena conta Zumbi", de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Escreveu com Boal a montagem "Arena canta Bolívar", que excursionou pelo Peru, México e Estados Unidos. No cinema, compôs a trilha para o longa-metragem "Quelé do Pajeú", de Anselmo Duarte. Em 1972 ingressou na publicidade passando a trabalhar na Sonotec, renomada produtora de áudio em São Paulo. Em 1975 gravou um de seus mais importantes jingles: Viaje bem, viaje Vasp. Dois anos depois gravou um disco de final de ano para o Banespa com todos os jingles (memoráveis) que havia composto no decorrer de 1977 para o banco. Em 1979 lançou o álbum duplo "Primeiro Disco" e produziu uma série de outros discos. Nas década de 80 intensificou o seu trabalho como arranjador e continuou a compor jingles publicitários. Lançou o CD "Violão Solo", em 1997, pela gravadora Paulinas. |