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Durante mais de 20
anos tornou-se uma estrela dentro dos estúdios e certamente a voz mais
ouvida no Brasil em campanhas para
Mc Donald’s, Coca-Cola,
Unibanco, Varig,
entre milhares de outras. É só pensar em uma campanha de um grande
anunciante que a voz da Sylvinha estará lá.
Seu efeito shake
era
inconfundível. O que ela fazia com a voz era inacreditável. Não é a toa que Sylvinha chegou a gravar seis jingles diferentes por dia.
Eu a conheci em junho de
1993, na extinta produtora Cardan, e acompanhei diversas gravações suas. Ela
era realmente incrível. Pegava uma música inteiramente nova, com uma letra
dificílima, e em 5 minutos estava dentro do estúdio gravando com um
profissionalismo e uma afinação de quem conhece a melodia há anos.
Nesse período, Sylvinha
participava do 4 x 4, um conjunto vocal criado pelo genial Edgard Gianullo,
e que contava ainda com Ângela Márcia e Faud Salomão, todos cantores de
jingles. Quando os quatro se juntavam era sensacional. Além dos clássicos da
música brasileira e internacional o quarteto gravou incontáveis jingles,
para campanhas como Credicard, fermento Royal, gelatina Royal entre vários
outros.
No final da década de
1990, Sylvinha
se afastou da publicidade e passou a se dedicar, junto com o marido Eduardo,
à
sua gravadora, a Number One, que em 2001 lançou seu CD, Suave é a Noite,
repleto de músicas românticas e participações especiais. Em seus últimos
anos, fez diversos shows divulgando seu disco e homenageando os 40 anos de
Jovem Guarda.
Sylvinha faleceu em 25 de junho de 2008. |